Deusa Grega Perséfone, Temível Senhora do Submundo.


Na mitologia grega, Perséfone (em grego Περσεφόνη) é a deusa das ervas, flores, frutos e perfumes, assim como a Temível Senhora do Submundo.

Domínios: Rainha do submundo, Vida após a morte, Crescimento primaveril, Grãos.

Animais: Coruja-do-mato, Serpente, Cão.

Plantas: Trigo, Narciso, Choupo-negro, Menta, Asfódelo.

Símbolos: Tocha eleusina, Feixes de
trigo, coroa, talos de grãos, romã.

Ofertas: Narciso, romã, álamo, salgueiro.

Epítetos: Agne (Pura), Despoina (Mestra), Epaine (Impressionante), Kore (Donzela), Carpophoros (que traz os frutos), Ctonica, (Do submundo), Daeira, (sábia), Leptynis (destruidora).

Perséfone é fruto da união de Zeus e Deméter, a senhora da agricultura e das estações tendo nascido após o casamento de seu pai com Métis e antes do casamento com Hera. Torrano explica a importância dessa união com o seguinte comentário á Teogonia:
“No seu quarto casamento, Zeus desposa, como no segundo, uma Deusa de natureza terrestre: a multinutriz Deméter (v.912), sua própria irmã. Se Thémis explicita a Terra sob o aspecto do inabalável e da firmeza incontestável, Deméter a explicita enquanto forças ctônicas fecundas e produtoras de alimento. Assim, a filha de Deméter, Perséfone, se associa a Hades, já que os mortos e a fecundidade subsolar pertencem ao mesmo reino.”

Criada no Olímpo, lar da nobreza divina, Perséfone foi seqüestrada por seu tio Hades, mudando-se para o mundo inferior.

Do rapto de Perséfone:
“Antes de se tornar Perséfone a rainha dos mortos, ela se chamava Core, filha de Zeus com Deméter, a deusa do plantio. Esta superprotegia sua filha, que, por ser muito bela, chamava atenção de todos os deuses do Olimpo, inclusive de Hades, que pediu permissão para desposá-la, porém sua mãe jamais permitia que ela tivesse qualquer relacionamento. Mesmo assim, Hades não desistiu da deusa e continuou a persegui-la.

Num belo dia, Core estava no campo colhendo narcisos com suas amigas ninfas, quando Hades, numa de suas raras passagens pela superfície, a avistou. Tendo se apaixonado loucamente por ela, raptou-a, abriu um buraco na terra e a levou para seus domínios, no reino subterrâneo.

Quando Deméter descobriu, entrou em desespero. Disse que se sua filha não voltasse ao seus braços, nunca mais nenhuma planta ou fruto nasceria novamente. Amaldiçoou a terra que imediatamente foi assolada por impiedosa esterilidade. Zeus não podia permitir isso, pois os humanos necessitavam de terra fértil para sobrevivência e prometeu que iria pedir a Hades que devolvesse sua filha. A pedido de Zeus, Hades concordou em devolver sua sobrinha. Porém, antes disso, a fez comer uma semente de romã, e uma vez que você ingere algum alimento no mundo dos mortos, jamais estará livre de lá permanentemente.

Como a deusa tinha comido seis sementes de romã, não podia deixar mais seu marido. Deméter descontrolou-se e disse que, se for assim, deixaria a terra infértil para sempre. Foi então que Zeus fez um acordo com Hades. A pedido do rei dos deuses, Hades permitiu que Core poderia passar seis meses na superfície ao lado de sua mãe, mas depois devia voltar para o mundo subterrâneo, onde permaneceria por seis meses ao lado de seu esposo, e então se chamaria Perséfone, “aquela que causa destruição”.

A proposta não satisfaz ninguém, mas é aceita por todos. E é por isso que, na primavera e no verão, quando Core está com Deméter, a deusa, feliz, cobre a terra de uma vegetação luxuriante e verde. No outono, Deméter fica triste, as folhas secam, nada cresce. Mas quando a filha se transforma na inquietante Perséfone, a deusa, desesperada, amaldiçoa o solo, e nada floresce durante os três meses que os homens chamam de inverno.”

Perséfone é descrita como uma mulher de olhos escuros por Opiano, possuidora de uma beleza estonteante, pela qual muitos homens se apaixonaram, entre eles, Pírito e Adônis. Perséfone não foi amante de Adônis mas se “apaixonou” por ele quando ainda era um bebê, pois Afrodite pediu para ela cuidar dele e ela não queria devolver mais. Afrodite se torna rival dela, quer ficar com o menino o tempo todo e depois, quando ele já está adolescente, torna-se amante de Afrodite.

Hades e Perséfone tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com exceção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Menthe, e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta, destinada a vegetar nas entradas das cavernas, ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos. Perséfone interferia nas decisões de Hades, sempre intercedendo a favor dos heróis e alguns mortais, e sempre estava disposta a receber e atender os mortais que visitavam o reino dos mortos à procura de ajuda. Apesar disso, os gregos a temiam e, salvo exceções, no dia a dia evitavam falar seu nome (Perséfone) chamando-a de Hera infernal.

Entre muitos rituais atribuídos à entidade, cita-se que ninguém poderia morrer sem que a rainha do mundo dos mortos lhe cortasse o fio de cabelo que o ligava à vida. O culto de Perséfone foi muito desenvolvido na Sicília, ela presidia aos funerais. Os amigos ou parentes do morto cortavam os cabelos e os jogavam numa fogueira em honra à deusa infernal. A ela, eram imolados cães, e os gregos acreditavam que Perséfone fazia reencontrar objetos perdidos.

Perséfone está relacionada à imagem do nosso misterioso e insondável mundo interior que a psicologia denomina inconsciente, como se por detrás do mundo diário, sob a luz do dia, existisse um outro mundo cheio de riquezas e mistérios a serem desvendados. Nesse universo interior estão nossos potenciais a serem desenvolvidos e também as facetas sombrias e mais primitivas da personalidade. Perséfone é aquela parte que cada ser humano quer conhecer e onde guarda os próprios segredos do seu mundo interior.

Entretanto, só consegue ter uma vaga noção com o despertar da consciência e que aparece por meio de fragmentos de sonhos ou através de estranhas coincidências da vida que nos faz questionar a respeito da existência de algum padrão oculto que opera dentro de nós. Perséfone é sedutora e fascinante, porém jamais fala de seus segredos. Da mesma maneira, o mundo do inconsciente penetra nos sonhos e nas intuições que também seduzem e são fascinantes. Contudo quando tentamos dominá-lo através do intelecto, esse mundo escapa ao nosso alcance.

Segundo os Órficos:
“O Orfismo era um dos cultos de mistério da Grécia antiga que se desenvolveu por cerca do século VI AEC. Orfeu era conhecido por seus talentos poéticos e musicais. O Orfismo era movimento de contra-cultura, cujos princípios centrais eram mitos alternativos, uma vida de pureza estrita, práticas ascetas como vegetarianismo, e a crença na reencarnação. Para os gregos antigos, a ‘reencarnação’ era chamada normalmente de 'transmigração da alma’. Como vimos, essa crença não pertencia apenas aos Órficos. Pitágoras, Píndaro e Platão também falavam dela. E essa crença, independente de em que círculo era discutida, permanecia amplamente idêntica. Porém, o único contexto no qual ela pode ser plenamente explicada é no Orfismo.

Para entender isso, primeiro temos que conhecer o mito de desmembramento do deus-infante Dionísio Zagreu. Há um mito que diz que Dionísio – chamado de Zagreu – seria filho de Zeus e Perséfone, Rainha do Submundo. Hera faz os Titãs atraírem a criança com brinquedos e então eles o rasgam em pedaços, colocando-o num caldeirão e comendo tudo exceto pelo coração de Zagreu, quando ele é salvo por Atena (ou Deméter, em outras versões). Zeus reconstitui seu filho através do coração e o implanta em Sêmele, que gera um novo Dionísio Zagreu, que reaparece em Elêusis como Iaco. Essa versão do retalhamento e fervura em caldeirão veio do Hino Órfico, e desse antigo relato se formou parte da posterior mitologia religiosa dos órficos. Orfeu escreveu: “Os Titãs, ciumentos da sua beleza, e as Titânides, tomadas de um amor louco, lançaram-se sobre ele e fizeram-no em postas. Depois, distribuindo entre si os seus membros, fizeram-no ferver em água e enterraram o seu coração. Júpiter fulminou os Titãs e Minerva levou para o Éter o coração de Dioniso e, ali, ele tornou-se um sol ardente. Porém, da exalação do corpo de Dioniso, saíram as almas dos homens que sobem para o céu.” Zeus, furioso, teria então atingido os Titãs com seus raios, reduzindo seus corpos a cinzas. E a raça dos humanos teria sido criada dessas cinzas. Por isso, somos parte terrenos (por causa dos corpos dos titãs, que eram filhos de Géia) e parte divinos (uma vez que o Dionísio desmembrado estava no estômago deles). Temos o físico da Terra e a alma de Dionísio. O fato da culpa de sangue estar inerente a nossos ancestrais repousa na raiz da causa da reencarnação segundo a tradição órfica. Por causa de nossos ancestrais, os Titãs, terem matado o deus Dionísio, nós herdamos essa culpa. Mas isso parece um tanto fatalista, não? O que podemos fazer? Eles dizem que o que nos permite expiar isso, seria a pureza. Isso inclui rituais de purificação, ofertas aos deuses, e uma vida de asceticismo. Os sacerdotes órficos, segundo Platão, “podem expiar e curar com festivais prazerosos qualquer delito de um homem ou de seus ancestrais” (Platão, em 'Fedro’). Um papiro órfico antigo diz: “Eis por que o mago executa o sacrifício, como se estivesse pagando uma penalidade”. Infelizmente, não sabemos muito sobre o ritual verdadeiro. Até hoje, os arqueologistas só acharam um fragmento de um ritual que se acredita ser órfico. Eis duas linhas dele: “Aceita minha oferta como pagamento por meus pais sem-lei. Salve-me, grande Brimo.” Brimo é outro nome para Perséfone. Uma vez que recebêssemos essas purificações e tivéssemos feito nossas ofertas, deveríamos nos manter nesse estado de pureza. Por isso que a prática ascética era recomendada. Os órficos rejeitavam o materialismo, e tinham especial desdém pelo corpo físico. Os órficos tinham um ditado, "soma-sema”, que quer dizer que o corpo é um túmulo ou uma prisão para alma. Platão também falou nisso: “Alguns dizem que o corpo é o túmulo (sema) da alma, como se esta estivesse enterrada nele. Por outro lado, por a alma se expressar através do corpo, este pode ser certamente chamado de um sinal (sema). Parece, para mim, porém, que primariamente os seguidores de Orfeu lhe deram esse nome; quase como se a alma que está em delito devesse os expiar e encontrasse em torno de si essa clausura, semelhante a uma prisão, a fim de ser guardada. Tal prisão, portanto, como o nome sugere, é um estojo (soma) para a alma até que suas dívidas sejam pagas, e nada precise ser mudado, nem mesmo uma única letra” (Platão, 'Crátilo). Então, deveríamos rejeitar o mundo material, uma vez que ele representa apenas a prisão da alma em um corpo material, uma punição pelo pecado de sangue de nossos ancestrais titânicos. Mas e o livre-arbítrio? Nós somos punidos por algo anterior e forçados a reencarnar na terra? Os órficos explicam que, após a morte, a alma da pessoa é levada ao Submundo. Depois de caminhar pelo caminho um pouco, chegamos a uma fonte perto de um cipreste brilhante. Embora estejamos sedentos, não devemos beber da fonte, pois é a água do Léthe, o Esquecimento. Em vez disso, devemos passar por ela e só beber da segunda fonte, chamada Mnemosina, a Memória. Essa é uma decisão muito importante, porque se bebermos do Lethe esqueceremos e se bebermos da Mnemosina lembraremos. Mas do quê? Da nossa última vida na Terra. Lembraremos quaisquer lições que aprendemos, e lembraremos o quão difícil trabalhamos para nos manter puros. Porém, há guardiões na fonte. Eles só vão nos permitir beber se soubermos a coisa correta a dizer, que seria algo do tipo: “Sou uma criança da Terra e do Céu Estrelado. Eu estou morrendo de sede. Agora deixa-me beber das águas frias da Mnemosina.” Depois disso, eles nos deixam beber e nós ficamos com nossas memórias. Essas instruções estavam gravadas em uma tábua dourada que foi enterrada no túmulo de um órfico. Tábuas similares foram encontradas com idéias similares nelas, embora nenhuma tenha palavras idênticas. Provavelmente eram tábuas dadas aos órficos por seus sacerdotes no momento da iniciação. Embora não se diga que Perséfone é uma dos guardiões, podemos assumir que ela é. Em outra tábua, encontramos uma pessoa morta se dirigindo a Perséfone, e a pessoa deveria dizer o seguinte: “Puro eu venho da pura, Rainha do que há abaixo da terra; e Eukles e Eubouleus e os outros deuses e espíritos; Pois eu me orgulho de ser da sua raça abençoada. Eu paguei a penalidade por minhas ações injustas; Tanto o Destino me conduzia quanto o Trovejante que me atingia com seus raios. Agora eu venho, um suplicante, à sagrada Persefoneia, que ela, graciosa, possa me enviar para os assentos dos abençoados”. Ao declararmo-nos 'da raça abençoada’ nos referimos àquela parte de nós que é divina, nossa alma. Em vez de nos explicarmos em termos de emprego ou família, nós nos definimos em termos de uma linhagem de pessoas ritualmente purificadas e em termos de uma ligação com os deuses. Declaramos que pagamos a penalidade por purificações anteriores e por viver uma vida ascética. Se verdadeiramente atingimos esse estado de pureza e reparação, podemos pedir a Perséfone que nos envie para os assentos dos abençoados. Outro texto recentemente descoberto diz “Entre na campina sagrada. Pois o iniciado pagou seu preço”. Uma vez lá, não retornaremos à Terra. A única razão para voltarmos é continuar a pagar a penalidade. Porém, uma vez paga, nós nos livramos do ciclo da vida/morte/renascimento. Em suma, para eles, ao menos que recebamos purificações e instruções de um sacerdote órfico, não iremos saber de qual fonte beber, ou o que dizer à Rainha da Morte. Se não seguirmos o curso correto das ações, colocamos tudo em movimento para acabarmos voltando aqui de novo e de novo. 

[Adaptado por Alexandra Nikaios de texto da Gitana - Reincarnatio: An Orphic Perspective - 25/12/2005, bem como de uma parte de um texto meu sobre Dionísio.]”.

Libação a Demeter e Perséfone
“Deo, divina mãe de todos, deusa de muitos nomes, augusta Deméter.
Perséfone, abençoada filha do grande Zeus, filha única de Deméter, 
venha e aceite este gracioso sacrifício.”

1. Preparação:
Após estarem limpos, com roupas limpas. Acende-se a chama de Héstia e recita-lhe um hino:
“Tu és a eterna e brilhante chama dos Deuses
o aquecedor coração provendo vida aos mortais
a inspiração que ilumina a alma.
Tua é a primeira e a última oferta,
honrando teu valor entre os irmãos.
Eu honro teu nome
E te coloco no centro de minha casa
para que tenha tua proteção
E receba tua benção.”

Depois vem a purificação, diga com firmeza

“Que tudo o que for profano vá embora!”

Acenda o incenso com a vela já abençoada e coloque-o na água, dizendo:

“KhêrNIPtômai! Seja esta água purificada pelo fogo sagrado!”

Circule em torno do altar, parando na frente do altar. 
Então borrife o altar, as ofertas e as pessoas com a khernips. Enquanto asperge a água, diga: 

“Ó deuses, mandem embora o mal!”

A tigela é retirada do altar para fora do quarto.

2. Katarchesthai
Os integrantes lavam as mãos pegam um punhado de cevada e lançam sobre o altar dizendo:

“Deo, divina mãe de todos, deusa de muitos nomes, augusta Deméter. Perséfone, abençoada filha do grande Zeus, filha única de Deméter, venham e aceitem este gracioso sacrifício.”

3. Hymnodia

Hino Homérico XIII - A Deméter
Começo a cantar à Deméter de cabelos opulentos, a temível deusa, a ela e à sua amável filha Perséfone. Saúdo-te, deusas! Mantenham esta cidade segura, e governem a minha canção.

4. Prece 
O orador lê os hinos enquanto os outros integrantes escutam e fazem suas preces pessoais

Hino Órfico (#40) a Demeter Eleusinia:
Deo, divina mãe de todos, deusa de muitos nomes,
augusta Deméter, educadora de jovens e doadora de prosperidade e riqueza;
Tu nutres as espigas de milho, ó doadora de tudo,
e tu te delicias na paz e no laborioso trabalho de parto.
Presente na semeadura, empilhagem e debulha, és o espírito do fruto não-maduro,
tu que habitas no sagrado vale de Eleusis.
És charmosa e amável, dás sustento a todos os mortais,
foste a primeira a pôr o arado no boi para lavrar a terra
e a enviar de cima a baixo uma adorável e rica colheita aos mortais.
Através de ti, tudo cresce e brota, ó ilustre companheira de Bromio
e, carregando a tocha e sendo pura, delicias-te com a produção do verão.
De debaixo da terra apareces e com todos és gentil,
Ó sagrada cuidadora dos jovens e amantes das crianças e da boa descendência.
Tu conduzes tua carruagem com rédeas nos dragões,
e circulas teu trono girando e uivando em êxtase.
Com filha única, mas com muitas crianças e muitos poderes sobre os mortais,
Tu manifestas tua miríade de rostos à variedade de flores e botões sagrados;
venha, abençoada e pura, e carregada dos frutos do verão,
traga paz junto com as regras de boas-vindas da lei,
riquezas também, e prosperidade, e saúde que nos governa a todos.

Hino Órfico 29 a Perséfone:
“Perséfone, abençoada filha do grande Zeus, filha única
de Deméter, venha e aceite este gracioso sacrifício.
Muita honrada esposa de Pluto, discreta e doadora da vida,
tu comandas os portões do Hades nas entranhas da terra,
Justiceira [Praxídice] amavelmente trançada, pura flor de Deo,
mãe das Fúrias, rainha do mundo inferior,
a quem Zeus gerou em união clandestina.
Mãe do Eubouleus que tem várias formas e que ruge alto,
radiante e luminosa companheira de recreação das Estações,
augusta, toda-poderosa, rica donzela em frutos,
brilhante e de cornos, só tu és a amada dos mortais.
Na primavera tu rejubilaste nas brisas das campinas
e mostras tua figura sagrada nos brotos e frutos verdes.
Foste feita esposa de um raptor no outono,
e apenas tu és vida e morte para os mortais que labutam;
Ó Perséfone, pois tu sempre nutres tudo e matas tudo também.
Escutai, ó abençoada deusa, e enviai os frutos da terra.
Tu que floresces em paz, em saúde de mão suave,
e em uma vida de fartura transportas pelo ar a velha idade
em conforto até teu reino, ó rainha, e para o reino do poderoso Pluto.”

5. Ofertas
Os integrantes lançam suas ofertas no fogo sacrificial.

6. Libações
Cada integrante faz sua libação a Héstia, depois a Démeter e depois a Persefone.
Uma variação da libação é ter cada um dos participantes recebendo taças de vinho individuais. Eles bradam “Sponde” [pronúncia: spon-DÊ, que significa “uma oferta líquida”], dão um gole, depois libam.

sponDÊ

7. Agradecimento e refeição ritual.

“Oh! Deuses, sejam sempre favoráveis
Que as vossas bênçãos possam nos acompanhar aonde formos
Somos gratos por vossas presenças em nossos ritos
Agora encerramos nossos ritos.
Efxaristô Pará Polí (Muitíssimo Obrigado!)”

TELETAÍ EISI TÉLEIAI (os ritos estão completos)

Hinos á Perséfone:

Hino Órfico 29 a Perséfone:
Perséfone, abençoada filha do grande Zeus, filha única
de Deméter, venha e aceite este gracioso sacrifício.
Muita honrada esposa de Pluto, discreta e doadora da vida,
tu comandas os portões do Hades nas entranhas da terra,
Praxidikê (justiça exata) amavelmente trançada, pura flor de Deo,
mãe das Fúrias, rainha do mundo inferior,
a quem Zeus gerou em união clandestina.
Mãe do Eubouleus que tem várias formas e que ruge alto,
radiante e luminosa companheira de recreação das Estações,
augusta, toda-poderosa, rica donzela em frutos,
brilhante e de cornos, só tu és a amada dos mortais.
Na primavera tu rejubilaste nas brisas das campinas
e mostras tua figura sagrada nos brotos e frutos verdes.
Foste feita esposa de um raptor no outono,
e apenas tu és vida e morte para os mortais que labutam;
Ó Perséfone, pois tu sempre nutres tudo e matas tudo também.
Escutai, ó abençoada deusa, e enviai os frutos da terra.
Tu que floresces em paz, em saúde de mão suave,
e em uma vida de fartura transportas pelo ar a velha idade
em conforto até teu reino, ó rainha, e para o reino do poderoso Pluto.
(tradução da Alexandra)

Perséfone, filha do grande Zeus, vem, venturosa
Deusa unigênita, e aceita, grata, os sacrifícios! 
Esposa muito honrada de Plutão,diligente doadora da vida
que reges os portais do Hades nos recônditos da terra;
Justiceira [Praxídice] de adoráveis tranças, puro rebento de Démeter, 
genetriz das Eumênides; rainha subterrânea,
donzela que Zeus engendrou em nefanda união;
mãe do altitroante multiforme Eubuleu,
lucífera de esplêndida forma que brinca com as Estações,
onipotente insigne, donzela florescente de frutos,
cornígera brilhante deusa, só tu és desejada pelos mortais;
na primavera te agradas com as brisas dos prados,
e revelas sua sagrada forma no desabrochar dos verdes frutos;
no outono, te tornaste noiva, levada à força ao leito;
És a vida e a morte para os mortais sofredores,
Perséfone! Sempre alimentas[pherseis] a todos, e a todos aniquilas; [phoneis]; 
Ouve-me, venturosa deusa, envia-nos os frutos da terra
viçando em paz e saúde generosa,
e trazendo a uma vida afortunada o conforto da velhice 
em teu reino, soberana, e de Plutão poderoso. 
(tradução do Rafael Brunhara)

Fontes:
Helenos
Wikipédia
Templo de Apolo. 


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