Oração de Santa Sara de Kali


Sarah, Sarah, Sarah, fostes escrava de José de Arimatéia, no mar fostes abandonada (pedir para que nada te abandone: amor, dinheiro, felicidade, saúde). Teus milagres no mar se sucederam e como sua protetora e como santa te tornaste, à beira do mar chegaste e os ciganos te acolheram. 
Sarah, Rainha, Mãe dos Ciganos, ajudastes e a ti eles consagraram como sua protetora e mãe vinda das águas. Sarah, Mãe dos aflitos, a ti imploro proteção
para o meu corpo, luz para os meus olhos enxergarem até no escuro (pedir força para seus olhos, vidência), luz para o meu espírito e amor para todos os meus irmãos: brancos, negros, mulatos, enfim a todos que me cercam. Aos pés de Maria Santíssima, tu,
Sarah, me colocarás e a todos que me cercam para que possamos vencer as agruras que a terra nos oferece. 

Sarah, Sarah, não sentirei dores nem tremores, espíritos perdidos não me encontrarão e assim como conseguistes o milagre do mar, a todos que me desejarem mal, tu com as águas me fará vencer (quando a pessoas não está bem e querendo resolver algo muito importante, deve beber três goles de água). Sarah, Sarah, Sarah, continuarei caminhando sem parar, assim como as caravanas passam, no meu interior tudo passará e a união ficará; e sentirei o perfume das caravanas que passam deixando o rastro de alegria e felicidade. Teus ensinamentos deixarás. Amai-nos Sarah, para que eu possa ajudar a todos que procuram, ajudados pelos poderes de nossos irmãos ciganos. Serei alegre e compreensivo com todos os que me cercam. Corre no céu, corre na terra, corre no mundo e Sarah, Sarah, Sarah estará sempre na minha frente. 
Assim como os ciganos pedem, Sarah fique sempre na minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito. E assim dizemos: somos protegidos pelos ciganos e pela Sarah que me ensinará a caminhar e a perdoar. Amém.
Obs.: “prepare um altar com a imagem de Santa Sarah Kali, acenda uma vela azul e disponha flores, frutas (uvas, maçãs, peras), um pouco de arroz cru em um pratinho branco copo. 

Prece umbandista, para evocar a falange cigana da linha do oriente. Surge também a grafia Santa Sara Kalli ou de Kalli. Damião Guimarães, 2001.



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