HISTÓRIA DE IROKO

No início de todos os tempos, os Orixás FunFun decidiram plantar um deles mesmo na Terra, Iroko, o Orixá da Árvore Sagrada. Sendo assim, os Orixás puderem descer com mais facilidade através da Árvore e começaram o trabalho de povoar a terra e dar toda a vida à ela.


Um belo dia, dois homens começaram uma terrível discussão próximo a Iroko, a qual envolveu até mesmo os Orixás, todos eles começaram a brigar, estavam presentes Oxalá, Exú, Xangô, Ogum, enfim, todos eles.
Os humanos não podiam ver a presença dos seres Divinos, no fervor da discussão, Exú soprou um pó, que ao toque do adarun transformou-se em raio, e este matou um dos homens que brigava e mais uma outra pessoa que assistia. Desta forma, o povo ficou aterrorizado e chegaram a conclusão que aquilo era “coisa feita”, magia negra.

Revoltados com a blasfêmia da humanidade, os Orixás começaram a devastar toda a vida na Terra, então, vendo tamanha barbaridade, Oxalá foi aé Olorum, pedir sua intercessão. Vendo toda aquela tristeza acontecendo, Olorum resolveu ajudar e parar com aquela aniquilação de seu povo, em sua misericórdia, ele chamou por Iroko e soprou sobre ele seu Efuru (o poder da vida). No mesmo instante, Iroko criou fortes raízes na Ayê (terra) e começou a crescer e crescer e quase atingiu o Orum (céu).

Com o descontrole do crescimento de Iroko, Olorum se viu obrigado a soprar o pó de Pemba, que fez surgir densas nuvens e encobriu a visão de Iroko, impedindo também seu crescimento, pois ninguém poderia olhar diretamente na face de Olorum. Após esse evento, Olorum pediu para chamar Oxalá, que havia envelhecido muitos anos de tanta tristeza em seu peito por ver seus filhos, suas criações, serem destruídas. Por amor e compaixão, ele pegou um galho do Iroko, o entregou a Oxalá e lhe disse: “- Meu filho, com este opaxorô sagrado você controlará o destino da humanidade, ande sempre com ele, este poder confere somente a você a decisão de como viverão os homens e mais ninguém poderá destruir a sua criação”.

Olorum abençoou Iroko por ter doado uma parte sua pelo bem da humanidade, e o prometeu que ele seria a maior Árvore Sagrada do mundo, e que nunca seria destruído, nem mesmo pelo Ibeji.

Foi por causa também deste acontecido que Exú recebeu o título do Senhor das Encruzilhadas.


Nenhum comentário:

Postar um comentário