NANÃ E O SINCRETISMO COM A SANTA ANA


O sincretismo religioso da Orixá se dá com a avó de Jesus, Santa Ana. Ambas são homenageadas no dia 26 de julho e se relacionam principalmente pelo conhecimento que têm e pelo fato de carregarem em si o arquétipo da avó.





De acordo com a tradição católica, Santa Ana é a padroeira das mulheres que têm dificuldade em engravidar e também das avós. Durante sua juventude, ela teve problemas para conseguir engravidar e, por isso, foi vista pela sociedade como uma mulher castigada por Deus. Porém, isso nunca foi motivo para abandonar a fé.
Ana e seu marido, Joaquim, confiavam no poder divino e durante muitos anos pediram a Deus a graça de ter filhos. Ela nunca se revoltou contra Deus e entendeu a dificuldade como parte do “mistério de Deus”, reconhecendo a vontade dele como algo que sempre será maior. Nessa luta de compreender a vontade de Deus, Ana se tornou pura de coração – representada pela túnica branca que veste.

Mesmo após ter passado o tempo de engravidar, Joaquim não desistiu e se retirou para o deserto para rezar e fazer penitência. Durante essa fase, um anjo apareceu dizendo que Deus havia ouvido seus pedidos. Depois de um tempo que voltou para casa, Santa Ana ficou grávida. Todo sofrimento e penitência que o casal passou foram transformados em privilégio por serem pais daquela que viria a ser mãe de Jesus.


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